quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Você tem consciência de sua autoimagem?



Por Carlos Hilsdorf

Em um inesperado momento de sua vida, você se depara com uma imagem refletida no espelho da existência. Olhamos, olhamos novamente, voltamos a olhar e, após grande hesitação, reconhecemos: trata-se de nós mesmos!

Trata-se de um “nós” refletido em uma imagem que desconhecíamos ou, talvez, insistíamos em não reconhecer. Somos incrivelmente hábeis para fugir de nós mesmos e tremendamente covardes para nos buscar por trás das aparências.

Mas esta imagem, cedo ou tarde, aparece e com ela vem uma dor forte e intensa: a dor de descobrirmo-nos como somos e não como gostamos de pensar que somos.

Este “outro” no espelho da existência, parece tão diferente de nós. Não que seja mais feliz ou mais triste... é diferente, muito diferente.

Esta imagem, às vezes é trazida pela sinceridade de um verdadeiro amigo (aquele que diz o que precisamos ouvir); às vezes é trazida por uma dor de amor (onde quem amamos, desiludido por alguma situação, desabafa o que sempre pensou e nunca revelou a nosso respeito), outras vezes é trazida pela reflexão, psicoterapia ou busca espiritual.

Corajosos, nos achamos covardes.
Fortes, nos reconhecemos fracos.
Altruístas, nos surpreendemos egoístas.
Vencedores, nos descobrimos com inveja.
Humildes, visualizamos nossa vaidade.
Pacíficos, encontramos a raiva.
Religiosos, nos vemos sem fé.
Bons, nos percebemos ainda maus.
Belos, nos vemos distorcidos
.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

APROVADA


(Bom Gosto)

Tomando gosto



Eu não sou muito de bebidas alcoólicas. Nunca fui. E vale lembrar que esse que vos escreve nunca tomou porre em seus trinta e seis anos de existência, nunca mesmo, juro! Qualquer coisa que faça com que eu venha a perder o controle não me agrada. Coisa de gente que já nasce meio velha, ou melhor, com um sentido de responsabilidade maior talvez.

Mas há alguns anos venho bebendo vinho socialmente, e quando não socialmente, nos finais de semana em casa eu abro uma garrafa de algum vinho de boa qualidade. Eu gosto bastante, mas não me vicia. Acho que nasci sem a propensão a ter vício alcoólico. Tomo meia garrafa de vinho com certa tranquilidade. É por pura apreciação, degustação, uma experiência do paladar; pra mim beber é isso.

Já a cerveja, era uma bebida menor. Nunca me despertou interesse. Mas há algumas semanas tomei gosto pelas loiras geladas. Talvez pela minha viagem a Argentina, pude experimentar cervejas de excelente qualidade. Em Buenos Aires conheci um italiano que achou graça quando eu pedi uma garrafa de vinho Merlot para acompanhar a pizza. Disse que não é a melhor opção, que o mais recomendado é uma boa Pilsen; e quem disse isso foi justo um italiano de Bologna!
E não só por isso. Eu sempre associei cerveja a festa, churrasco, bagunça, e nunca ao prazer da bebida em sí. Talvez por no Brasil a cerveja ser uma bebida que se bebe em bastante quantidade, aleatoriamente, pra encher a cara mesmo. As cervejas mais populares no Brasil são bastante leves, típicas para 'matar a sede', típica de países quentes, fracas do ponto de vista palatavel.
Agora descobri algumas cervejas que são de paladar mais interessante, com mais corpo, com sabores diferentes. No último fim de semana o saca rolha ficou na gaveta, e o entrou em cena o abridor de garrafas.

Novo uniforme para as moças da Uniban

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Otimismo Verde e Amarelo


Acho que nunca estive tão otimista em relação ao Brasil economicamente. A crise entrou e saiu, e nada de muito significativo aconteceu por aqui, tirando algumas demissões preventivas, e não efetivas, pois as mesmas (poucas) que demitiram estão voltando a contratar novamente. (Foi mais pelo ‘oba-oba’ da crise do que pela crise em si.)
O dólar está manso, o real está cada vez mais real, e inspirando confiança externa.
A previsão de crescimento para o comércio nesse final de ano é de 9%. Nada mal para um ano de crise mundial.
Mas a cereja do bolo, o laço do presente, é a descoberta do pré-sal. Claro que os efeitos desse são a longo prazo, mas é um dos causadores do meu otimismo.
Mas veja bem, meu otimismo nada tem a ver com Copa ou Olimpíadas no Brasil! Muito menos meu otimismo é paternal, daquele que acha que o Estado vai resolver meu problema, que vai me dar um emprego pra ganhar bastante dinheiro, ou que do dia para a noite o governo vai distribuir dinheiro, ou vai dar ‘mesada’ maior para o filho pobre. Nada disso.
Numa economia desenvolvida não cabe isso ao governo. Basta a economia continuar bem que tudo vai bem. É mais ou menos como quando você acorda feliz e não sabe bem o por que; é assim que funciona a economia na vida do cidadão comum.

Otimismo não é partidário. Não sou Lulista, só acho que o Brasil economicamente é muito mais confiável hoje do que quinze anos atrás, por exemplo. Fato.
Mais importante que partido político (ou se o Lula é feio ou não, se estudou na França ou não, se ele fala ‘poblema’ ou não, ou se é populista ou não, etc.), nesse momento a estrada para o próximo presidente que virá já está bem pavimentada, e assim poderemos manter-nos otimistas.

É só isso que espero do governo do meu país.
O resto é com a população. E aí começa um outro ‘poblema’.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pelo Direito de Sumir em Paz


Tem objetos que ficam em determinado lugar durante anos, e você nunca deu muita bola pra ele alí, naquele canto, parado. Era apenas um adorno em sua vida.
Mas aí ele desaparece, some do lugar que você acostumou onde ele se encontrava sempre.
Por que é só assim que se dá a falta? A partir daí querem descobrir o seu paradeiro.
“Por que sumiu dali?”
Mas reparem que isso é uma falsa curiosidade/preocupação. É só pra saber por onde anda, onde foi parar, se arrumou um lugar melhor pra ficar, se conheceu coisa melhor, companhia melhor; não é um interesse real, pela falta que aquilo lhe faz, ou pelo gosto de tê-lo junto a você novamente. É só pura especulação.

Especulação essa que pode (dependendo do caso) virar frustração se a pessoa descobrir que aquilo que sumiu está em situação melhor que a dela.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bike & Urbanismo



É cada vez mais comum e frequente as discussões a respeito do transito nas grandes cidade. Tanto pelos problemas de espaço urbano (as vias que não dão vazão a quantidade de carros), quanto pelos problemas da poluição do meio ambiente. (Muitos carros, mais poluição, mais caos urbano.)
Em alguns países da Europa já é comum há algum tempo o incentivo ao uso das bicicletas. E a coisa tem dado certo. Tanto que hoje já é possível você alugar bicicleta pelas ruas de várias das grandes cidades da Europa.
Em Paris por exemplo, existe um serviço onde a pessoa aluga a bicicleta para se locomover de um ponto a outro, e assim que chega ao seu destino, deixa a bicicleta num local determinado e automaticamente ela se trava, e somente com a colocação de mais um ticket ela é destravada. São monitoradas por uma empresa responsável chamada 'Velib'.
O mesmo acontece em Berlim, Madrid, Londres e Amsterdan.





Legal, mas e aqui, por essas partes do mundo?
Não tem como alugar bicicleta, mas tem como comprar. Mas será que a coisa ia pegar?
Difícil... Por vários aspectos. Como diz o comercial de TV; “Brasileiro é apaixonado por carros.” (Eu sou brasileiro e não sou apaixonado por carro, mas enfim...) Além de ser apaixonado, carro no Brasil é sinônimo de status. Está ligado a ter sucesso, a ser bem sucedido. E quanto mais novo, mais status. (Complexo de terceiro mundo talvez?) Em outros países a coisa não é assim. Na Europa eu já sabia que não, mas fiquei assustado quando estive em Buenos Aires pela primeira vez, pois a frota de carros mais velhos é bem grande por lá.



Mas voltando ao assunto; em cidades montanhosas, como aqui onde moro (Jundiaí-SP), é bem complicado querer utilizar bicicleta por exemplo, para ir trabalhar. Se eu fizer isso, chegarei em meu trabalho pingando em suor, tamanha é a quantidade de subidas e descidas. Fora o perigo de ser atropelado, pois falta de respeito com o ciclista é o que não falta.
Mas eu vou insistir.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

BIA2009

Esse próximo fim de semana já agendei minha visita a Bienal Internacional de Arquitetura que acontece em São Paulo. É a oportunidade de ver e conhecer as novidades do ramo; os novos projetos, novos talentos, grandes obras, e tudo o que diz respeito a arquitetura atual.
Estarão sendo exibidos os projetos e maquetes dos estádios brasileiros para a copa de 2014.

O mais bacana é que a bienal vai ser no parque do Ibirapuera, um dos poucos lugares de SP onde os projetos arquitetônicos e urbanísticos são harmoniosos. Porque o resto da cidade...
Aproveitando pra curtir a bienal e entrar em forma correndo pelo parque. Programão de domingo.



Antigamente existiam escolas de estilos arquitetônicos diversos. Mas e hoje, com o mundo globalizado? Onde um arquiteto de determinada localidade do mundo fica sabendo o que está sendo feito do outro lado do mundo no mesmo instante. O que um faz na Ásia, um outro faz o mesmo na América Latina, ou na Europa.
Bom, mas isso vale para todas as artes, inclusive a arquitetura.
(A morte do regionalismo?)

As vezes eu sinto saudades da falta de informação de outras épocas.

MADE IN RIO GRANDE DO SUL

Renata Fan
Luize Altenhofen
Gisele Bündchen
Fernanda Lima
Bruna Molz

(O que impressiona é a qualidade)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Anticonsumismo já!


Hoje eu tomei uma decisão drástica. Daquelas que fazem a gente ficar com a tal decisão na cabeça o dia todo. Como quando alguém resolve começar uma dieta e não sabe onde vai dar – se vai dar certo, ou só fogo de palha – mas o início foi dado em busca do:

Anticonsumismo.

Você já fez as contas pra saber o quanto gasta com o supérfluo? Eu nem fiz. Fiquei com medo. Imaginem se eu descubro que poderia estar morando numa mansão com a grana que joguei pela janela comprando besteiras que não acrescentaram nada em minha vida.

O mais difícil é descobrir o que é supérfluo pra cada pessoa. Sim, pois tem coisas que parecem que foram supérfluas mas que lhe ajudaram no desenvolvimento intelectual, social, cultural, etc.
Mas vamos lá, vou tentar enumerar alguns coisas que me são supérfluas, que vem a mente agora:
Revistas Playboy (tenho mais de 150 exemplares), revistas Vip (tenho mais de 30 exemplares), MILHARES de revistas diversas e jornais, várias roupas que foram usadas apenas uma única vez, tênis e sapatos que comprei sem estar precisando, CDs que não me agradaram (foram muitos!), livros que ainda não li e nem sei se vou ler, DVDs que comprei e só ví uma única vez (são muitos!), baladas que fui e não deveria ter ido (muitas!), shows que paguei caro, e tantas outras coisas do dia a dia que não me recordo nesse momento.
Por isso, o anticonsumismo é meu pé no freio da gastança, ou melhor, pra direcionar os meus gastos para as coisas que eu Realmente desejo.