Beekay - Klassic Cypher (R'n'B)
Airto - (Kanye West - Heartless)
Ben Sharkey - (Jamie Cullun - Singin´in the Rain)
Já encontrei vários 'cantores de Youtube', mas esses continuam sendo (há um bom tempo, pois quem conhece esse blog, já os viu e ouviu) os melhores que eu já ouvi. Tanto em repertório, quando em qualidade vocal.
terça-feira, 27 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Igreja Católica como bode expiatório
"Sejam sinceros: quando existem escândalos sexuais na Igreja Católica, eles não são apenas escândalos sexuais pontuais e localizados. Esses escândalos, que existem em todo o lado (e em todas as denominações religiosas), bebem diretamente no patrimônio literário e anticatólico do Ocidente.
O caso é agravado pela arcana questão do celibato. No mundo moderno e hipersexualizado em que vivemos, o celibato não é visto como uma opção pessoal (e espiritual) legítima e respeitável. O celibato só pode ser tara; só pode ser um convite ao desvio; só pode ser pedofilia. Esses saltos lógicos são tão comuns que já nem horrorizam ninguém.
Ou horrorizam? Philip Jenkins é uma exceção e o seu “Pedophiles and Priests: Anatomy of a Contemporary Crisis” (Oxford, 214 págs.) é o mais exaustivo estudo sobre os escândalos sexuais que sacudiram a Igreja Católica nos Estados Unidos durante a dé cada de 1990.
Jenkins não nega o óbvio: que existiram vários abusos; e, mais, que as autoridades eclesiásticas falharam na detecção ou denúncia dos mesmos.
Porém, Jenkins é rigoroso ao mostrar como os crimes foram amplificados de forma desproporcionada com o objetivo de cobrir toda a instituição com cores da infâmia.
Padres católicos cometem crimes sexuais? Fato. Mas esses crimes, explica Jenkins, existem em proporção idêntica nas outras denominações religiosas (e não celibatárias). A única diferença é que, sendo o número de padres católicos incomparavelmente superior ao número de pastores de outras igrejas; e estando os crimes de pedofilia disseminados pela população adulta, será inevitável que exista um maior número de casos entre o clérigo católico.
Como explicar, então, que as atenções mediáticas sejam constantemente voltadas para os suspeitos do costume?
Jenkins não é alheio à dimensão “literária” do ant icatolicismo ocidental; muito menos à hipersexualização moderna, que vê na doutrina sexual da igreja um anacronismo e, em certos casos, uma ameaça.
Mas o autor vai mais longe e revela como a amplificação dos crimes é, muitas vezes, promovida por facções dissidentes dentro da própria Igreja Católica que esperam assim conseguir certas vitórias “culturais” (o fim do celibato, a ordenação de mulheres para o sacerdócio etc.) pela disseminação de uma imagem de corrupção endêmica. “A maior ameaça à sobrevivência da igreja desde a Reforma”, escreve Jenkins, citando as incontáveis reportagens que repetiam essa bovinidade.
Isso significa que os crimes das últimas semanas na Europa podem ser desculpados ou justificados? Pelo contrário: esses crimes não têm desculpa nem justificação. E é de saudar que o papa Bento 16, em atitude inédita, tenha escrito uma carta plena de coragem e dignidade ao clérigo irlandês, condenando os abusadores, pedind o perdão às vítimas e esperando que a justiça faça o seu caminho.
Mas não é apenas a justiça que tem de fazer o seu caminho. O jornalismo preguiçoso também deveria trilhar o seu, separando a histeria anticatólica da verdade criminal.
Um contributo: para ficarmos no país de Ratzinger, existiram na Alemanha, desde 1995, 210 mil denúncias de abusos a menores. Dessas 210 mil, 300 lidaram com padres católicos. Ou seja, menos de 0,2%. Será isso a maior ameaça à sobrevivência da igreja desde a Reforma?"
***
O termo bode expiatório, amplamente usado por Girard, remonta à uma antiga tradição judaica (Lv, 16), quando um bode era escolhido para ser sacrificado como expiação pelos pecados de toda a comunidade. Hoje, ao usarmos a expressão bode expiatório queremos simplesmente nos referir a uma pessoa que é escolhida arbitrariamente para pagar pelos males que assolam uma determinada comunidade. Em muitas cidades gregas existia o pharmakon, que era alguem, muitas vezes um estrangeiro ou deficiente físico, escolhido para salvar a pólis em momento de grande crise. O pharmakon era levado à praça pública e executado, devolvendo à pólis a harmonia perdida. Já Édipo (Édipo Rei, Sófocles), ao ser responsabilizado pelos males que assolavam a cidade de Tebas é o bode expiatório por excelência da mitologia. O mesmo acontecerá a Jesus de Nazaré. Pilatos, embora tivesse certeza da sua inocência (Lc 23, 13-25), ainda assim entrega-o à morte uma vez que, político que era, tinha consciência de que essa era a única maneira para acalmar a multidão ávida por sangue, muito embora se tratasse do sangue de um justo. Para ficar mais claro o papel desse bode, Girard, citando Emmauel Lévinas nos lembra que “Se toda a gente se puser de acordo para condenar um acusado, libertem-no, pois deve estar inocente”, e recorda, agora ele próprio, que “a unanimidade nos grupos humanos raramente guarda a verdade; é, a maior parte das vezes, um fenômeno mimético tirânico.” Nelson Rodrigues, que não conhecia Lévinas nem muito menos Girard, numa de suas tiradas espetaculares disse que “toda unanimidade é burra.” (Tarzan Leão)
O caso é agravado pela arcana questão do celibato. No mundo moderno e hipersexualizado em que vivemos, o celibato não é visto como uma opção pessoal (e espiritual) legítima e respeitável. O celibato só pode ser tara; só pode ser um convite ao desvio; só pode ser pedofilia. Esses saltos lógicos são tão comuns que já nem horrorizam ninguém.
Ou horrorizam? Philip Jenkins é uma exceção e o seu “Pedophiles and Priests: Anatomy of a Contemporary Crisis” (Oxford, 214 págs.) é o mais exaustivo estudo sobre os escândalos sexuais que sacudiram a Igreja Católica nos Estados Unidos durante a dé cada de 1990.
Jenkins não nega o óbvio: que existiram vários abusos; e, mais, que as autoridades eclesiásticas falharam na detecção ou denúncia dos mesmos.
Porém, Jenkins é rigoroso ao mostrar como os crimes foram amplificados de forma desproporcionada com o objetivo de cobrir toda a instituição com cores da infâmia.
Padres católicos cometem crimes sexuais? Fato. Mas esses crimes, explica Jenkins, existem em proporção idêntica nas outras denominações religiosas (e não celibatárias). A única diferença é que, sendo o número de padres católicos incomparavelmente superior ao número de pastores de outras igrejas; e estando os crimes de pedofilia disseminados pela população adulta, será inevitável que exista um maior número de casos entre o clérigo católico.
Como explicar, então, que as atenções mediáticas sejam constantemente voltadas para os suspeitos do costume?
Jenkins não é alheio à dimensão “literária” do ant icatolicismo ocidental; muito menos à hipersexualização moderna, que vê na doutrina sexual da igreja um anacronismo e, em certos casos, uma ameaça.
Mas o autor vai mais longe e revela como a amplificação dos crimes é, muitas vezes, promovida por facções dissidentes dentro da própria Igreja Católica que esperam assim conseguir certas vitórias “culturais” (o fim do celibato, a ordenação de mulheres para o sacerdócio etc.) pela disseminação de uma imagem de corrupção endêmica. “A maior ameaça à sobrevivência da igreja desde a Reforma”, escreve Jenkins, citando as incontáveis reportagens que repetiam essa bovinidade.
Isso significa que os crimes das últimas semanas na Europa podem ser desculpados ou justificados? Pelo contrário: esses crimes não têm desculpa nem justificação. E é de saudar que o papa Bento 16, em atitude inédita, tenha escrito uma carta plena de coragem e dignidade ao clérigo irlandês, condenando os abusadores, pedind o perdão às vítimas e esperando que a justiça faça o seu caminho.
Mas não é apenas a justiça que tem de fazer o seu caminho. O jornalismo preguiçoso também deveria trilhar o seu, separando a histeria anticatólica da verdade criminal.
Um contributo: para ficarmos no país de Ratzinger, existiram na Alemanha, desde 1995, 210 mil denúncias de abusos a menores. Dessas 210 mil, 300 lidaram com padres católicos. Ou seja, menos de 0,2%. Será isso a maior ameaça à sobrevivência da igreja desde a Reforma?"
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O termo bode expiatório, amplamente usado por Girard, remonta à uma antiga tradição judaica (Lv, 16), quando um bode era escolhido para ser sacrificado como expiação pelos pecados de toda a comunidade. Hoje, ao usarmos a expressão bode expiatório queremos simplesmente nos referir a uma pessoa que é escolhida arbitrariamente para pagar pelos males que assolam uma determinada comunidade. Em muitas cidades gregas existia o pharmakon, que era alguem, muitas vezes um estrangeiro ou deficiente físico, escolhido para salvar a pólis em momento de grande crise. O pharmakon era levado à praça pública e executado, devolvendo à pólis a harmonia perdida. Já Édipo (Édipo Rei, Sófocles), ao ser responsabilizado pelos males que assolavam a cidade de Tebas é o bode expiatório por excelência da mitologia. O mesmo acontecerá a Jesus de Nazaré. Pilatos, embora tivesse certeza da sua inocência (Lc 23, 13-25), ainda assim entrega-o à morte uma vez que, político que era, tinha consciência de que essa era a única maneira para acalmar a multidão ávida por sangue, muito embora se tratasse do sangue de um justo. Para ficar mais claro o papel desse bode, Girard, citando Emmauel Lévinas nos lembra que “Se toda a gente se puser de acordo para condenar um acusado, libertem-no, pois deve estar inocente”, e recorda, agora ele próprio, que “a unanimidade nos grupos humanos raramente guarda a verdade; é, a maior parte das vezes, um fenômeno mimético tirânico.” Nelson Rodrigues, que não conhecia Lévinas nem muito menos Girard, numa de suas tiradas espetaculares disse que “toda unanimidade é burra.” (Tarzan Leão)
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Como se devem evitar as conversas supérfluas
"Evita, quanto puderes, o bulício dos homens, porque muito nos perturbam os negócios mundanos ainda quando tratados com reta intenção; pois bem depressa somos manchados e cativos da vaidade. Quisera eu ter calado muitas vezes e não ter conversado com os homens. Por que razão, porém, nos atraem falas e conversas, se raras vezes voltamos ao silêncio sem dano da consciência? Gostamos tanto de falar, porque pretendemos, com essas conversações, ser consolados uns pelos outros e desejamos aliviar o coração fatigado por preocupações diversas. E ordinariamente sentimos prazer em falar e pensar, ora nas coisas que muito amamos e desejamos, ora nas que nos contrariam."
Imitação de Cristo - Tomás de Kempis
Quantas vezes tenho sido supérfluo aqui nesse blog?
"Todas as coisas estão cheias de cansaço; ninguém o pode exprimir: os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. [Ecle1;8]"
Até quando falar? Até quando escrever? Se a ância não irá sessar.
Aproximo-me do tempo de silêncio.
Imitação de Cristo - Tomás de Kempis
Quantas vezes tenho sido supérfluo aqui nesse blog?
"Todas as coisas estão cheias de cansaço; ninguém o pode exprimir: os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. [Ecle1;8]"
Até quando falar? Até quando escrever? Se a ância não irá sessar.
Aproximo-me do tempo de silêncio.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Cité, Ciudad, Cidade
Hoje Brasília completa 50 anos, eu acho muito pouco para uma cidade que é capital de um país. O que por um lado é bem animador, pois nos dá uma perspectiva de que, por ser jovem, ainda vai amadurecer e quem sabe encontrar um rumo certo. Porém, quero falar sobre a cidade em si, planejamento, arquitetura e urbanismo, pois são essas características que tanto chamam a atenção da jovem capital; nada mais nada menos que uma criação de Niemeyer, o gênio brasileiro, do qual sou grande fã. Não conheço a cidade pessoalmente, o máximo que conheço de Brasília foi em escala de avião. Imagino que seja uma cidade bem interessante, porém, nesses 50 anos deve ter perdido bastante da idéia inicial de Niemeyer; fico imaginando as periferias, as favelas que foram se erguendo em torno da cidade, a violência, pobreza, falta de estrutura, enfim, os problemas de todas as cidade brasileiras.
Ana Paula Padrão, nascida em Brasília 5 anos após a inauguração da cidade; linda.

Existe uma cidade grande realmente bonita no Brasil?
Irão me chamar de louco. “Claro, tem o Rio de Janeiro! Salvador, Recife...” Tá. Mas sei lá, não me sinto muito convencido. Depende do que você acha bonito. Essas cidades são bonitas em trechos, quero dizer, partes das cidades são lindas, mas tirando essas áreas, o entorno é terrível. O próprio Rio de Janeiro é muito feio tirando a orla e a zona sul (algumas partes do centro são bonitas também); mas não consigo admitir que são bonitas plenamente.
Minha questão aqui não é beleza natural, isso no Brasil sobra, mas sim beleza arquitetônica, urbanística e natural, juntas.
Paris

Conheço pessoas que dizem que Paris e Barcelona são completamente bonitas, até mesmo nas periferias das cidades são charmosas e bem cuidadas. É desse tipo de beleza urbana a que me refiro, e isso no Brasil não tem, mesmo.
Barcelona

Estive em Buenos Aires por duas vezes, tive a oportunidade de andar pela cidade a pé, de taxi, de ônibus, metrô, pude conhecer um pouco da periferia e bairros mais afastados e posso garantir: no Brasil não temos uma cidade com tais características. Falam de São Paulo, mas não tem como comparar, São Paulo tem mais de 10 milhões de habitantes contra 3 milhões da capital argentina. Andando pelo centro de Buenos Aires, é fácil pra qualquer turista brasileiro perceber o que é planejamento de ruas e avenidas, sem falar em parques, arquitetura, educação, cultura, história...
Ana Paula Padrão, nascida em Brasília 5 anos após a inauguração da cidade; linda.
Existe uma cidade grande realmente bonita no Brasil?
Irão me chamar de louco. “Claro, tem o Rio de Janeiro! Salvador, Recife...” Tá. Mas sei lá, não me sinto muito convencido. Depende do que você acha bonito. Essas cidades são bonitas em trechos, quero dizer, partes das cidades são lindas, mas tirando essas áreas, o entorno é terrível. O próprio Rio de Janeiro é muito feio tirando a orla e a zona sul (algumas partes do centro são bonitas também); mas não consigo admitir que são bonitas plenamente.
Minha questão aqui não é beleza natural, isso no Brasil sobra, mas sim beleza arquitetônica, urbanística e natural, juntas.
Paris

Conheço pessoas que dizem que Paris e Barcelona são completamente bonitas, até mesmo nas periferias das cidades são charmosas e bem cuidadas. É desse tipo de beleza urbana a que me refiro, e isso no Brasil não tem, mesmo.
Barcelona

Estive em Buenos Aires por duas vezes, tive a oportunidade de andar pela cidade a pé, de taxi, de ônibus, metrô, pude conhecer um pouco da periferia e bairros mais afastados e posso garantir: no Brasil não temos uma cidade com tais características. Falam de São Paulo, mas não tem como comparar, São Paulo tem mais de 10 milhões de habitantes contra 3 milhões da capital argentina. Andando pelo centro de Buenos Aires, é fácil pra qualquer turista brasileiro perceber o que é planejamento de ruas e avenidas, sem falar em parques, arquitetura, educação, cultura, história...
terça-feira, 20 de abril de 2010
Eu-Centrismo
"Na auto-estima contemporânea, o objetivo é justamente preservar o ego alheio em seu auto-contentamento, por mais distante da realidade que esteja. Essa nova política do “não julgar” permite que cada construa para si sua bolha de ilusões e auto-justificativas sem medo de que seja estourada pelo graveto alheio. (A construção da bolha, contudo, não é um processo especificamente moderno; repete-se em cada indivíduo humano desde que as coisas deram errado num certo Jardim.) Assim, todos podem nutrir a ilusão de serem homens bons, talentosos, honestos, bem intencionados, sem medo de que apontem os defeitos que ignoram ter. Ninguém julga e ninguém é julgado; I’m ok, you’re ok; auto-estimas intactas, o rei desfila nu e todos se prostram em reverência."
Eu já havia escrito sobre esse assunto por aqui, mas esse texto conclui a minha tese de que cada pessoa crê no que quer, no que lhe convêm acreditar, sem nenhum ambasamento estudado.
Eu já havia escrito sobre esse assunto por aqui, mas esse texto conclui a minha tese de que cada pessoa crê no que quer, no que lhe convêm acreditar, sem nenhum ambasamento estudado.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Sobre mania, moda e mimetismo.

Você gosta de alguma coisa sozinho? No mundo globalizado pela internet e redes sociais, é bem difícil que você não encontre alguém que goste do mesmo que você. Se por acaso você gosta daquela banda finlandesa que faz música árabe, se procurar na internet, você deve encontrar alguns poucos fãs, e com sorte, pode encontrar até fãs brasileiros. Porém, o que quero falar é sobre como, de repente, as pessoas passam a gostar da mesma coisa ao mesmo tempo agora. Não de algo muito difícil de se gostar, claro - as pessoas não passam a gostar de jiló de uma hora pra outra – esse 'gostar instantâneo' deve ser por algo que agregue um valor social, ou que faça a pessoa se sentir incluída em seu meio social com certa urgência, pois para esse tipo de 'gostar' existe validade - vulgo MODA ou MANIA.
Esse tipo de comportamento reforça a teoria de Desejo Mimético, da imitação do gosto alheio; quanto mais gente gostando, mais reforça a imitação do desejo.
(O que me fez pensar e escrever sobre isso, foi esse texto aqui. O que faria em plena era digital as pessoas voltarem a curtir algo antigo e ultrapassado?)
domingo, 18 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Teen!
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É uma tendência natural o adulto esquecer que um dia foi adolescente. Poucas pessoas tem uma visão madura em relação ao universo adolescente; madura no sentido de entender as posturas e hábitos adolescentes, sem sair criticando infantilmente. Aquela coisa de “essa juventude de hoje está perdida!” Que esteja! Você também fez parte desse processo; você em determinada época também fez parte dessa 'perdição'. Para chegar no hoje, passou por você também. Ou você sempre foi assim, pacatão?
Mas em contra partida, não tem nada mais cretino do que coroa querendo passar aquela imagem de achar tudo lindo o que adolescente faz ou gosta; tudo é bacana, moderno. Quer ser amiguinho do adolescente, fazer o tipo 'O Tio Jovenzinho'.
Como numa peça de teatro, todos os atores devem representar os seus respectivos papeis na estória, até porque, cada qual precisa de referência em relação ao outro.
Resumindo: Adolescente, seja o mais adolescente possível, e você adulto, maturidade para entende-los.
(Aproveito pra agradecer as pessoas que tem tentado postar comentários, porém não consegui posta-los por algum problema técnico do Blogspot.com)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
"Comigo sim, com você não."

Olha eu voltando ao feminismo; tem mulheres que ficam super felizes quando alguém publica uma foto desse tipo, comparando a artista com e sem maquiagem (ou photoshop no caso). Serve como um exercício de vingança; gostam de jogar na cara dos homens, “olha só como são essas artistas que você fica aí babando.”
Posso assegurar que nenhum homem deixa de gostar mais ou menos de uma mulher por causa desses tipos de 'descobertas' (os gays talvez...) Até porque, se for pra desgostar de alguma mulher, é mais fácil o homem desgostar daquela 'gatinha' que ele conheceu na balada ontem, toda linda e produzida com maquilagem e outros 'apetrechos' que fizeram ele acha-la tão bonita, mas que no dia seguinte (no trabalho, ou colégio por exemplo) se mostrou tão diferente da 'gatinha' da noite anterior.
Quando alguma mulher (não famosa) escolhe uma foto pra colocar no Orkut/Facebook, ela escolhe uma em que ela aparece bonita ou feia? “Ah!... mas a artista tem que aparecer feia na foto, pra assim eu não me sentir tão mal, tão sem glamour, e pra vocês homens verem que se eu me produzir também posso me transformar nessa mesma mulher linda, por quem vocês tanto babam”, diria uma mulher super sincera.
Agora entendi; “pra mim tudo, para as outras menos.”
Amizade: Homem X Mulher

"...está na hora dos homens aprenderem a separar o sentimento erótico das outras formas de afeto. Acho que é mentalmente saudável ter limites, zonas de exclusão nas quais o sujeito não precise estar preocupado em atrair. E nas quais a mulher (sobretudo a mulher...) também possa descansar do seu complicado papel de sedutora de tempo integral. Acredito que isso é importante para a integridade psíquica das pessoas. Quem fica tentando seduzir todo mundo o tempo inteiro despiroca."
Continua...
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