sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Colonia del Sacramento


Andaba perdia de camino pa la casa
cavilando en lo que soy y en lo que siento
pokito a poko entendiendo
que no vale la pena andar por andar
que´s mejor caminá pa ir creciendo


volvere a encontrame con vosotros
volvere a sonreir en la mañana
volvere con lagrima en los ojo
mirar al cielo y dar las gracias


pokito a poko entendiendo
que no vale la pena andar por andar
que es mejo caminar pa ir creciendo
pokito a poko entendiendo
que no vale la pena andar por andar
que es mejo caminar pa ir creciendo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mi gira por Montevideo III


Es duro subir las cuestas
y bajar por las pendientes
cruzar las turbias corrientes
que nadie quiere cruzar.

Pero hay que llegar,
hay que llegar al fin del mundo
al paraiso prometido.

Mi gira por Montevideo II


Es mi vida buscarte,
mi destino es no saber donde encontrarte...

Mi gira por Montevideo


Si me ves andando
por tu misma vía
si me ves llorando
mi melancolía
déjame con mis enredos
(...)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A capacidade de ser anticonvencional

Por Flávio Gikovate

Entendida a liberdade como agradável estado de espírito derivado de uma coerência a maior possível entre idéias e atitudes, deveríamos tentar entender agora por que tal postura diante da vida é tão rara. E a primeira coisa que gostaria de assinalar é a seguinte: num período como o que estamos vivendo, o primeiro obstáculo à liberdade é a existência de uma enorme confusão no mundo das idéias; parece ser muito incomum que alguém tenha idéias definidas e claras, de modo que nessas condições sua conduta deveria refletir suas contradições internas; ou então o indivíduo se mantém em uma dada direção – apesar da contradição interna – até que clareiem melhor suas idéias.

Este aspecto é, a meu ver, secundário para a questão da liberdade; o básico é o temor do desafeto e das represálias em geral, ao qual está sujeito o indivíduo que não se comporta conforme os padrões usuais e tidos como aceitáveis. Estruturas sociais repressivas – e creio que são tanto mais repressivas quanto mais sofisticados os agrupamentos sociais – agem sobre cada indivíduo tal que o não comportar-se conforme as expectativas aparece sob a forma de não dispor dos meios materiais de sobrevivência em virtude de não encontrar trabalho. Comportamentos não convencionais determinam também a possibilidade de o indivíduo não ser amado, sendo esta uma das sanções quase que insuportáveis para os homens.

Assim, para sermos amados por nossos pais, colegas e parentes, teremos de agir de modo que não ofenda suas maneiras de ser e de pensar – sim, porque cada um toma a si como um modelo de perfeição a ser proposto especialmente para os filhos, apesar de que a própria pessoa pode se sentir brutalmente infeliz e insatisfeita. As represálias sociais são de tipo análogo: o indivíduo que não se comporta conforme o usual é rejeitado e desprezado; não poderá continuar a se sentir parte integrante daquela coletividade, além de ser punido em suas pretensões de ordem material.

De outra forma, pode se dizer que a liberdade se confunde com a capacidade de uma pessoa de prescindir do amor das outras. O medo da liberdade, presente em todos nós, não é infundado, pois em sociedades como a nossa cada um funciona como repressor dos outros, de tal forma que a liberdade confunde-se com desafetos e solidão.

Uma pessoa será, portanto, tanto mais livre quanto menos interessada e preocupada estiver com a opinião e, portanto, o afeto – das outras. Terá que estar suficientemente forte para suportar as represálias de todo tipo, mas principalmente a sensação de desamparo na medida que uma pessoa se perde de suas convicções – o que significa afastar-se da agradável sensação de liberdade – por temor das represálias, tenta recuperar algum tipo de prazer exibicionista através da busca de destaque social dentro das regras do jogo existente. E, ao perseguir tal objetivo – do qual já não está plenamente convencida –, tenderá a se afastar cada vez mais de suas idéias e pensamentos iniciais, de tal maneira que a sensação íntima é cada vez mais desagradável e insatisfatória; e isto será verdadeiro mesmo para aquelas criaturas que sucederem plenamente nesta busca de destaque social. Serão admiradas e invejadas pela grande maioria dos seus contemporâneos, porém se sentirão profundamente infelizes e frustradas; e mais profundamente solitárias, apesar de terem feito tais concessões para evitar essa dolorosa sensação.

A Origem


Que tal dividir um filme em quatro camadas;

a primeira: Realidade (O que é real?)
a segunda: Sonho-1
a terceira: Sonho dentro do sonho-1
a quarta: Sonho dentro da segunda e terceira.

Isso tudo é dividido dentro da sua própria cabeça.
Foi isso que fez Chris Nolan em A Origem. O que James Camarom fez em Avatar em termos visuais, Nolan fez dentro de nossas cabeças, sem usar 3D.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Síndorme de vítima


A vítima é uma pessoa orgulhosa que veste a capa da humildade. O orgulho dela vem de acreditar que ela é perfeita e que os outros é que não prestam. Crê que se o mundo não fosse do jeito que é‚ se sua esposa não fosse do jeito que é‚ se seus filhos não fossem do jeito que são, se o seu marido fosse diferente, ela estaria bem, porque ela, a vítima, é boa, os outros é que têm deficiências, apenas os outros têm que mudar.

A esse jogo chama-se o "Jogo da Infelicidade". A vítima é uma pessoa que sofre e gosta de fazer os outros sofrerem com o sofrimento dela, é a pessoa que usa suas dificuldades físicas, afetivas, financeiras, conjugais, profissionais, não para crescer, mas para permanecer nelas e, a partir disso, fazer chantagem emocional com as outras pessoas.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Felicidade 2010


"Antigamente, a felicidade era uma missão a ser cumprida, a conquista de algo maior que nos coroasse de louros; a felicidade demandava “sacrifício”. Olhando os retratos antigos,vemos que a felicidade masculina estava ligada à ideia de “dignidade”, vitória de ump rojeto de poder. Vemos os barbudos do século 19 de nariz empinado, perfis de medalha, tirânicos sobre a mulher e os filhos, ocupados em realizar a “felicidade” da família.
Mas, quando eu era criança, via em meus parentes, em minha casa, que a tal felicidade era cortada por uma certa tristeza, quase desejada. Já tinha começado o
desgaste das famílias nucleares pelo ritmo da modernidade.
Hoje, a felicidade é uma obrigação de mercado. Ser deprimido não é mais “comercial”. A infelicidade de hoje é dissimulada pela alegria obrigatória.

É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Esta“felicidade” infantil da mídia se dá num mundo cheio de tragédias sem solução, como uma ‘disneylândia’ cercada de homens-bomba.
A felicidade hoje é “não” ver. Felicidade é uma lista de negações. Não ter câncer, não ler jornal, não sofrer pelas desgraças, não olhar os meninos malabaristas no sinal, não ter coração. O mundo está tão sujo e terrível que a proposta que se esconde sob a ideia de felicidade é ser um clone de si mesmo, um androide sem sentimentos.

O mercado demanda uma felicidade dinâmica e incessante, cada vez mais confundida com consumo, como uma “fast-food” da alma. O mundo veloz da internet, do celular, do mercado financeiro nos obriga a uma gincana contra a morte ou velhice, melhor dizendo, contra a obsolescência do produto ou a corrosão dos materiais.

A felicidade é ter bom funcionamento. Há décadas, o precursor McLuhan falou que os meios de comunicação são extensões de nossos braços, olhos e ouvidos. Hoje, nós é que somos extensões das coisas. Fulano é a extensão de um banco, sicrano comporta-se
como um celular, beltrana rebola feito um liquidificador. Assim como a mulher deseja ser um objeto de consumo, como um“avião”,uma máquina peituda, bunduda, o homem também quer ser uma metralhadora, uma Ferrari, um torpedo inteligente, e mais que tudo, um grande pênis voador.
A ideia de felicidade é ser desejado.
Felicidade é ser consumido, é entrar num circuito comercial de sorrisos e festas e virar um objeto de consumo." - Arnaldo Jabor

sábado, 3 de julho de 2010

Modelo de Incompatibilidade


O processo é assim: Pega-se umas quinze ou vinte adolescentes (a maioria tem menos de dezoito anos) com desejos de viver uma vida glamurosa (é como juntar a fome com a vontade de comer), e mães/pais com os mesmos desejos. Condiciona-se as garotas a repetir um modelo ('modelo' nesse caso é, exemplo, alguém a ser copiado, uma Adriana Lima, por exemplo).
Ensinam a seduzir, ensinam a ser sexy, ensinam como criar desejo nos outros; só tem um problema, os homens não podem toca-las, serão presos por pedofilia.