terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Otimismo Verde e Amarelo

Acho que nunca estive tão otimista em relação ao Brasil economicamente. A crise entrou e saiu, e nada de muito significativo aconteceu por aqui, tirando algumas demissões preventivas, e não efetivas, pois as mesmas (poucas) que demitiram estão voltando a contratar novamente. (Foi mais pelo ‘oba-oba’ da crise do que pela crise em si.)
O dólar está manso, o real está cada vez mais real, e inspirando confiança externa.
A previsão de crescimento para o comércio nesse final de ano é de 9%. Nada mal para um ano de crise mundial.
Mas a cereja do bolo, o laço do presente, é a descoberta do pré-sal. Claro que os efeitos desse são a longo prazo, mas é um dos causadores do meu otimismo.
Mas veja bem, meu otimismo nada tem a ver com Copa ou Olimpíadas no Brasil! Muito menos meu otimismo é paternal, daquele que acha que o Estado vai resolver meu problema, que vai me dar um emprego pra ganhar bastante dinheiro, ou que do dia para a noite o governo vai distribuir dinheiro, ou vai dar ‘mesada’ maior para o filho pobre. Nada disso.
Numa economia desenvolvida não cabe isso ao governo. Basta a economia continuar bem que tudo vai bem. É mais ou menos como quando você acorda feliz e não sabe bem o por que; é assim que funciona a economia na vida do cidadão comum.
Otimismo não é partidário. Não sou Lulista, só acho que o Brasil economicamente é muito mais confiável hoje do que quinze anos atrás, por exemplo. Fato.
Mais importante que partido político (ou se o Lula é feio ou não, se estudou na França ou não, se ele fala ‘poblema’ ou não, ou se é populista ou não, etc.), nesse momento a estrada para o próximo presidente que virá já está bem pavimentada, e assim poderemos manter-nos otimistas.
É só isso que espero do governo do meu país.
O resto é com a população. E aí começa um outro ‘poblema’.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Pelo Direito de Sumir em Paz

Tem objetos que ficam em determinado lugar durante anos, e você nunca deu muita bola pra ele alí, naquele canto, parado. Era apenas um adorno em sua vida.
Mas aí ele desaparece, some do lugar que você acostumou onde ele se encontrava sempre.
Por que é só assim que se dá a falta? A partir daí querem descobrir o seu paradeiro.
“Por que sumiu dali?”
Mas reparem que isso é uma falsa curiosidade/preocupação. É só pra saber por onde anda, onde foi parar, se arrumou um lugar melhor pra ficar, se conheceu coisa melhor, companhia melhor; não é um interesse real, pela falta que aquilo lhe faz, ou pelo gosto de tê-lo junto a você novamente. É só pura especulação.
Especulação essa que pode (dependendo do caso) virar frustração se a pessoa descobrir que aquilo que sumiu está em situação melhor que a dela.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Bike & Urbanismo

É cada vez mais comum e frequente as discussões a respeito do transito nas grandes cidade. Tanto pelos problemas de espaço urbano (as vias que não dão vazão a quantidade de carros), quanto pelos problemas da poluição do meio ambiente. (Muitos carros, mais poluição, mais caos urbano.)
Em alguns países da Europa já é comum há algum tempo o incentivo ao uso das bicicletas. E a coisa tem dado certo. Tanto que hoje já é possível você alugar bicicleta pelas ruas de várias das grandes cidades da Europa.
Em Paris por exemplo, existe um serviço onde a pessoa aluga a bicicleta para se locomover de um ponto a outro, e assim que chega ao seu destino, deixa a bicicleta num local determinado e automaticamente ela se trava, e somente com a colocação de mais um ticket ela é destravada. São monitoradas por uma empresa responsável chamada 'Velib'.
O mesmo acontece em Berlim, Madrid, Londres e Amsterdan.


Legal, mas e aqui, por essas partes do mundo?
Não tem como alugar bicicleta, mas tem como comprar. Mas será que a coisa ia pegar?
Difícil... Por vários aspectos. Como diz o comercial de TV; “Brasileiro é apaixonado por carros.” (Eu sou brasileiro e não sou apaixonado por carro, mas enfim...) Além de ser apaixonado, carro no Brasil é sinônimo de status. Está ligado a ter sucesso, a ser bem sucedido. E quanto mais novo, mais status. (Complexo de terceiro mundo talvez?) Em outros países a coisa não é assim. Na Europa eu já sabia que não, mas fiquei assustado quando estive em Buenos Aires pela primeira vez, pois a frota de carros mais velhos é bem grande por lá.

Mas voltando ao assunto; em cidades montanhosas, como aqui onde moro (Jundiaí-SP), é bem complicado querer utilizar bicicleta por exemplo, para ir trabalhar. Se eu fizer isso, chegarei em meu trabalho pingando em suor, tamanha é a quantidade de subidas e descidas. Fora o perigo de ser atropelado, pois falta de respeito com o ciclista é o que não falta.
Mas eu vou insistir.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
BIA2009
Esse próximo fim de semana já agendei minha visita a Bienal Internacional de Arquitetura que acontece em São Paulo. É a oportunidade de ver e conhecer as novidades do ramo; os novos projetos, novos talentos, grandes obras, e tudo o que diz respeito a arquitetura atual.
Estarão sendo exibidos os projetos e maquetes dos estádios brasileiros para a copa de 2014.
O mais bacana é que a bienal vai ser no parque do Ibirapuera, um dos poucos lugares de SP onde os projetos arquitetônicos e urbanísticos são harmoniosos. Porque o resto da cidade...
Aproveitando pra curtir a bienal e entrar em forma correndo pelo parque. Programão de domingo.

Antigamente existiam escolas de estilos arquitetônicos diversos. Mas e hoje, com o mundo globalizado? Onde um arquiteto de determinada localidade do mundo fica sabendo o que está sendo feito do outro lado do mundo no mesmo instante. O que um faz na Ásia, um outro faz o mesmo na América Latina, ou na Europa.
Bom, mas isso vale para todas as artes, inclusive a arquitetura.
(A morte do regionalismo?)
As vezes eu sinto saudades da falta de informação de outras épocas.
Estarão sendo exibidos os projetos e maquetes dos estádios brasileiros para a copa de 2014.
O mais bacana é que a bienal vai ser no parque do Ibirapuera, um dos poucos lugares de SP onde os projetos arquitetônicos e urbanísticos são harmoniosos. Porque o resto da cidade...
Aproveitando pra curtir a bienal e entrar em forma correndo pelo parque. Programão de domingo.

Antigamente existiam escolas de estilos arquitetônicos diversos. Mas e hoje, com o mundo globalizado? Onde um arquiteto de determinada localidade do mundo fica sabendo o que está sendo feito do outro lado do mundo no mesmo instante. O que um faz na Ásia, um outro faz o mesmo na América Latina, ou na Europa.
Bom, mas isso vale para todas as artes, inclusive a arquitetura.
(A morte do regionalismo?)
As vezes eu sinto saudades da falta de informação de outras épocas.
MADE IN RIO GRANDE DO SUL
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Anticonsumismo já!

Hoje eu tomei uma decisão drástica. Daquelas que fazem a gente ficar com a tal decisão na cabeça o dia todo. Como quando alguém resolve começar uma dieta e não sabe onde vai dar – se vai dar certo, ou só fogo de palha – mas o início foi dado em busca do:
Anticonsumismo.
Você já fez as contas pra saber o quanto gasta com o supérfluo? Eu nem fiz. Fiquei com medo. Imaginem se eu descubro que poderia estar morando numa mansão com a grana que joguei pela janela comprando besteiras que não acrescentaram nada em minha vida.
O mais difícil é descobrir o que é supérfluo pra cada pessoa. Sim, pois tem coisas que parecem que foram supérfluas mas que lhe ajudaram no desenvolvimento intelectual, social, cultural, etc.
Mas vamos lá, vou tentar enumerar alguns coisas que me são supérfluas, que vem a mente agora:
Revistas Playboy (tenho mais de 150 exemplares), revistas Vip (tenho mais de 30 exemplares), MILHARES de revistas diversas e jornais, várias roupas que foram usadas apenas uma única vez, tênis e sapatos que comprei sem estar precisando, CDs que não me agradaram (foram muitos!), livros que ainda não li e nem sei se vou ler, DVDs que comprei e só ví uma única vez (são muitos!), baladas que fui e não deveria ter ido (muitas!), shows que paguei caro, e tantas outras coisas do dia a dia que não me recordo nesse momento.
Por isso, o anticonsumismo é meu pé no freio da gastança, ou melhor, pra direcionar os meus gastos para as coisas que eu Realmente desejo.
Você já ouviu falar em Viajologia?

Nem eu... Mas me reconheço nesses parâmetros;
A Viajologia reconhece a viagem como uma experiência singular e enriquecedora porque, quando você viaja, você:
-Deixa de lado o quotidiano e vive uma outra realidade, pratica uma terapia saudável e divertida
-Desenvolve uma melhor compreensão da diversidade e riqueza cultural do planeta
-Aprecia a natureza e entende a necessidade de conservação dos ecossistemas terrestres e marinhos
-Expande sua consciência, promovendo a paz e o entendimento entre povos de diferentes nações.
Nós viajólogos reconhecemos esse vício sadio e delicioso como uma verdadeira escola dinâmica, onde o conhecimento é acumulado através do contato direto com outras culturas. Quanto mais e melhor viajarmos, mais profunda será nossa visão do mundo.
Consideramos a experiência da viagem comparável a obter um diploma convencional de estudo, seja na escola primária ou em uma universidade.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Ver olhar enxergar

Por Daniel Piza
Há alguns anos, sentado no jardim do Museu Rodin, de frente para uma das réplicas grandes de O Pensador, reparei que muitas pessoas se aproximavam e logo tratavam de imitar sua posição, apoiando o cotovelo na coxa e o queixo na mão e olhando para baixo. Das vinte que contei, apenas uma se deu conta de que, instintivamente, tinha feito errado: todas as demais apoiaram o cotovelo direito na coxa direita – e não na esquerda, como na escultura. Além disso, invariavelmente fecharam a mão, quando na realidade os dedos estão esticados. As diferenças estão longe de ser detalhe. A chave do estilo de Rodin – aquilo que o separa do classicismo – é a tensão, expressa sobretudo na angulosidade de suas formas e na irregularidade de sua superfície. Ele trabalhava sempre com situações no limite do equilíbrio e, por isso, a meu ver, a dinâmica de volumes do corpo feminino foi (com trocadilho) seu maior campo de estudos.
Que uma das imagens mais surradas da história da arte – um “ícone”, como se usa e abusa hoje, desvirtuando o significado original do termo (representação sagrada, na religião; ou representação fisicamente semelhante ao objeto, na semiótica) – não seja devidamente apreendida por inúmeros observadores é um fato relevante para estes tempos que se dizem “Era Visual”. O Pensador, a propósito, não foi concebido isoladamente por Rodin (que acaba de ganhar belo museu em Salvador, com projeto de Marcelo Ferraz e Francisco Fannucci, e mais uma exposição em São Paulo, no Masp), mas como parte de A Porta do Inferno, no alto da qual está como Dante a meditar sobre os infortúnios humanos.Também sua testa está franzida, seus músculos retesados e seus artelhos dobrados. Tirar sua tensão dramática é tirar o que tem de substancial.
O objetivo da figura, enfim, não era caricaturizar o ato do pensamento; era traduzir sua dor e a individualidade dessa dor.
**
(É mais ou menos isso que quero dizer quando escrevo sobre as pessoas que olham mas não enxergam além do obvio.)
domingo, 1 de novembro de 2009
Quem tem medo do novo?

O que em mim é retrogrado ou moderno?
Quando me mostro reacionário, e quando me mostro modernista?
Foi mais ou menos nesse sentido que fiquei pensando sobre o caso da garota que foi humilhada na Uniban por usar um vestido curto.
O retrogrado diria que ela não devia estar com um vestido daquele numa faculdade.
O liberal diria que ela tem direito de vestir-se como quiser, e freqüentar onde quiser.
Acho que temos esses dois lados dentro de nós, mas tem um lado que fala mais alto dependendo do que é estranho para cada um de nós. A tal dificuldade pra lidar com o diferente, com o que não se comporta como eu estabeleço o que é normal.
Se aparecesse uma garota com o rosto todo tatuado (o que é mais bizarro), pouca gente ia ter aquele tipo de reação. E confesso: Eu tenho certa simpatia por aqueles que são provocadores. Sejam eles nas artes visuais, escritas ou faladas.
Então porque tudo aquilo?
Tirando o fato de que quando uma parte se manifesta, a tendência daquilo virar um grande ‘maria-vai-com-as-outras’ é bem provável.
Parece que não, mas brasileiro lida muito mal com a sensualidade. Apesar de vivermos num país com muitas praias, calor e liberdade, no fundo somos (principalmente os paulistas) caipiras em vários aspectos.
(Em muitas praias da Europa é comum o top-less; mas por aqui... capaz de apedrejarem.)
Vejo por algumas pessoas que conheço, que reagem mal quando vêem alguém com uma roupa diferente, ou um corte de cabelo pouco usual, logo começam a fazer julgamentos.
Creio que nem seja por caipirismo, mas por medo do que é diferente. Medo daqueles que ousam.

(Essa foto é de uma garota em plena rua de Manhattan (NY); e se fosse aqui?)
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